domingo, 10 de janeiro de 2010

Notícia de pastor adventista de Ruanda





Pastor Adventista de Ruanda e Filho Médico São Condenados por Genocídio
NAIRÓBI, Quênia (Reuters) - Um pastor de Ruanda e o filho dele foram condenados na quarta-feira a 10 e a 25 anos de prisão, respectivamente, por um tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU) que os considerou culpados de terem contribuído para o massacre de membros da etnia tutsi.
Elizaphan Ntakirutimana e o filho Gerard foram acusados de terem reunido um grande número de homens, mulheres e crianças tutsis em uma igreja e em um hospital da região de Kibuye (oeste de Ruanda) em 1994 antes de chamarem hutus para matá-los.

O pastor, 78, da igreja Adventista do Sétimo Dia, foi considerado cúmplice no crime de genocídio, disse um porta-voz do Tribunal Internacional Criminal para Ruanda (ICTR), um órgão da ONU. Gerard, um médico de 45 anos, foi considerado culpado do mesmo crime e de genocídio.
"O pastor Ntakirutimana distanciou-se de seu rebanho tutsi no momento em que ele mais precisava dele", disse um dos juízes do caso, o norueguês Eric Mose, segundo a agência de notícias independente Hirondelle.

"Na qualidade de médico, (Gerard) tirou vidas ao invés de salvá-las."

Tanto pai quanto filho permaneceram impassíveis ao ouvirem suas sentenças, disse a Hirondelle.
O advogado de defesa do pastor, Ramsay Clarke, ex-secretário de Justiça dos EUA, afirmou que os réus apelariam das condenações, classificadas por ele de "um erro trágico da Justiça".

Estima-se que cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados foram assassinados em um espaço de 100 dias em Ruanda no ano de 1994. Os crimes foram cometidos por extremistas hutus.

Ntakirutimana, que fugiu para o Texas (EUA) depois do genocídio, é o primeiro pastor julgado pelo ICTR. O acusado foi detido em território norte-americano em 1996 e enviado para o tribunal, instalado em Arusha, norte da Tanzânia, em 2000, depois de um processo judicial em torno de sua extradição.
O filho dele foi detido na Costa do Marfim em 1996.


Segundo grupos de defesa dos direitos humanos, vários líderes religiosos de várias denominações desempenharam papéis de destaque nos assassinatos, usando sua autoridade para encorajar o massacre de tutsis que tentaram se abrigar nos locais de culto.

Em Ruanda, hoje, várias igrejas transformaram-se em memoriais para os mortos. Ossos acumulam-se no chão hoje empoeirado dessas construções. Crânios, pernas e braços formam grandes pilhas para lembrar os horrores do ódio racial.

Notícia de Ruanda






Ruanda, lar dos gorilas-das-montanhas, revela seu lado sorridente
Publicada em 05/06/2009 às 10h16m
Marta Reis, especial para O Globo
R1 R2 R3 R4 R5 Dê seu voto R1 R2 R3 R4 R5 Média: 4,6Comente
Comentários


KIGALI, Ruanda - O quadro de uma Ruanda triste e melancólica, com a população vivendo à sombra de um genocídio, ganha novos tons. Alegres talvez seja a palavra mais apropriada para descrever os habitantes deste país localizado na região dos Grandes Lagos, na África Central. Mais fascinante do que qualquer beleza natural - e são muitas - o sorriso no rosto das crianças é o melhor de todos os cartões-postais. A simpatia do povo inspira o lema de Ruanda, chamado de "o país das mil colinas e dos milhões de sorrisos".


Claro que as marcas do conflito, que há 15 anos deixou 800 mil mortos, ainda estão espalhadas pela população do país. Mas Ruanda é muito mais do que cenário de uma tragédia étnica. O país abriga os gorilas-das-montanhas, espécie ameaçada de extinção. Ruanda e os vizinhos Uganda e República Democrática do Congo, ambos ao Norte, são os únicos países onde o gorila-das-montanhas pode ser encontrado. A população da espécie foi reduzida em até 60% nas últimas décadas, devido à caça e à epidemia do vírus Ebola. Muitos foram mortos na época do genocídio ou durante a guerra civil na RDC, nos anos seguintes. Hoje Ruanda faz campanha pela preservação dos animais. Nos hotéis de Kigali, a capital, cartazes convocam as pessoas para escolher nomes de recém-nascidos bebês gorilas, as principais estrelas do turismo ruandês.

Ruanda tem também o belíssimo Lago Kivu, vulcões adormecidos e belas montanhas que tomam quase todo o seu território. Não à toa, o turismo é uma das fontes de renda que contribuem para reerguer a economia após o fim da violência étnica. E faz mais: ajuda a recuperar a autoestima do povo e a imagem do país no restante do mundo.

O país ainda preserva traços europeus da colonização belga. Cerca de 90% da população vive das plantações de banana, café e chá. Ruanda é um dos menores países do continente - sua área de 26.338km é quase da metade do tamanho do Estado do Rio - e um dos mais populosos, com mais de oito milhões de habitantes. Sua extensão e as boas condições da malha rodoviária são um convite a botar o pé na estrada. É possível ir de um extremo ao outro de suas fronteiras, de carro, em apenas seis horas.

Kigali é a cidade mais populosa e desenvolvida. Bonita, limpa e organizada, fica no centro do território, numa crista entre dois vales. Suas ruas são, em geral, arborizadas e bastante movimentadas, com pedestres disputando espaço com mototáxis, o principal meio de locomoção. Hoje Ruanda é um dos países mais seguros da África. Em Kigali é possível andar despreocupadamente com câmeras e bolsas a tiracolo, mesmo à noite. Não se assuste com os olhares curiosos. As crianças são as mais desinibidas com os forasteiros. Aproximam-se sempre em grupos, e cumprimentam com um "Ça va" ou "Hello" - francês, inglês e o dialeto local quiniaruanda são as três línguas oficiais de Ruanda. O bairro muçulmano é um dos melhores lugares de Kigali para se fazer compras. Há muita variedade de roupas típicas e de objetos de decoração, tudo a preços bem em conta. Na capital, no final da tarde, uma boa pedida é tomar uma cerveja Primus bem gelada nos bares do centro ou comer uma pizza na cantina italiana Sole Luna, assistindo ao pôr do sol atrás das colinas. Kigali tem boa oferta de restaurantes e de hotelaria - vários hotéis são equipados com internet wireless e minibar. Mas um, em especial, ficou conhecido em todo o mundo. É o Hôtel des Mille Collines, famoso por causa do premiado filme "Hotel Ruanda", do irlandês Terry George, lançado no Brasil em 2005.

A entrada, a recepção, os quartos, o jardim, a piscina, tudo que os espectadores do filme "Hotel Ruanda" viram no cinema continua lá, quase do mesmo jeito. O Hôtel des Mille Collines já não ostenta o luxo de antigamente, e perdeu o posto de melhor hotel de Ruanda. Mas desde que foi descoberto por Hollywood, nunca desfrutou de tanto glamour. Se visitá-lo nos leva a nos imaginar por alguns instantes personagem do filme, hospedar-se nele torna a experiência completa.

O charmoso restaurante do subsolo e o jardim com suas mesinhas ao ar livre são os pontos altos. O serviço também é excelente. Mas é bom ir treinando algumas palavras em francês, porque o idioma continua sendo o número um no Mille Collines. Mas para um hotel quatro estrelas, os quartos deixam a desejar - televisões antigas e camas de solteiro improvisadas no quarto de casal são os inconvenientes. No entanto, a popularidade do Mille Collines continua a atrair hóspedes e visitantes, e a lojinha de suvenires é um dos lugares mais procurados. ( leia mais sobre hospedagem em Ruanda )

Passeio ao Parque dos Vulcões leva aos gorilas-das-montanhas
Conhecer os gorilas-das-montanhas no Parque Nacional dos Vulcões, no Noroeste do país, é um investimento caro - US$ 500 para ficar apenas uma hora frente a frente com os animais. O uso de câmeras fotográficas e, principalmente, filmadoras é restrito. Mesmo assim, não volte para a casa sem esta experiência. Por medida de segurança, o guia recomenda que os visitantes mantenham três metros de distância dos gorilas. É comum que se agitem na presença dos turistas e batam no peito. Não entre em pânico: eles são pacíficos e tolerantes à presença humana. Para visitá-los é preciso uma autorização, que pode ser obtida no mesmo dia, no próprio parque. O local tem 130 quilômetros quadrados e fica na fronteira com Uganda e República Democrática do Congo. Está numa cordilheira formada por seis vulcões adormecidos e dois ativos - Nyiragongo (3.462 metros) e Nyamuragira (3.063 metros), que entraram em erupção pela última vez em 2002. O Monte Karisimbi, com 4.507 metros, é o ponto mais alto de Ruanda. O parque é um dos mais antigos da África. Foi inaugurado em 1925 e serve também para caminhadas e montanhismo - chegar ao topo do Karisimbi pode levar dois dias.

O Lago Kivu fica a três horas horas de Kigali. Com 2.700 quilômetros quadrados, ele delimita boa parte da fronteira com a República Democrática do Congo. Como quase tudo no país, o lago está entre as montanhas, a uma altitude de 1.460 metros. Suas águas são mornas e convidativas, mas é preciso ter atenção aos locais onde é proibido nadar. Como o lago fica próximo a uma região de vulcões, os gases permanecem ativos em alguns pontos. Oriente-se pelas placas ou informe-se nos hotéis. Aproveite o dia em uma das praias da margem do lago ou embarque num passeio de barco até suas ilhas virgens - empresas particulares e hotéis oferecem o serviço. Uma das mais visitadas chama-se Chapéu de Napoleão, que ganhou esse nome devido ao formato semelhante ao de um chapéu militar francês. O terreno íngreme da ilha é ideal para caminhadas e escaladas.

Notícia da Somália


CRISE NA SOMÁLIA ULTRAPASSA DARFUR

By flaviafrancof

A guerra civil na Somália faz com que o país passe por uma terrível crise humanitária. Um terço da população da capital Mogadishu já seguiu para Afgooye fugindo dos combates da área urbana. Com isso, a Somália passa a crítica região de Darfur (Sudão) em números de deslocados internos, um milhão deles segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), sendo que conta com bem menos assistência internacional. Segundo o Oficial da ONU para a Somália, Ahmedou Ould-Abdallah, a situação somali é a pior do continente, que é assolado por enchentes, secas, infestação de gafanhotos, ataques suicidas e assassinatos quase que diários.

Notícia do Quênia



Quênia: 50 são queimados vivos em igreja. Total de mortos em confrontos já passa de 250
Publicada em 01/01/2008 às 21h54m
O Globo Online
Agências Internacionais


NAIRÓBI - Corpos e destroços se espalham pelas ruas do Quênia, enquanto as potências ocidentais pressionam o presidente Mwai Kibaki a permitir uma auditoria independente sobre sua contestada reeleição, que desde a quinta-feira desencadeou confrontos que já deixaram mais de 250 mortos e 70 mil pessoas expulsas de suas cidades. No mais bárbaro episódio da onda de violência, 50 pessoas que se escondiam numa igreja foram queimadas vivas por uma multidão da etnia luo, revoltada com a reeleição, sob suspeita de fraude, do presidente Kibaki, que é da etnia rival quicuio.



Kibaki foi declarado vencedor no domingo, mas até sexta-feira o candidato da oposição, Raila Odinga, um luo, liderava a apuração por mais de um milhão de votos.

Nesta terça-feira, a União Européia (UE) confirmou que há evidências de fraude eleitoral e pediu uma apuração independente. O governo do Quênia negou o pedido e alertou que reagirá com rigor a "qualquer violação da lei e da ordem". Comícios também foram proibidos.

As vítimas do ataque à igreja perto da cidade de Eldoret, entre elas várias crianças, pertenciam à etnia quicuio - que representa cerca de 22% da população do país. A Cruz Vermelha afirmou que em torno de 400 pessoas estavam no templo da Assembléia de Deus quando ocorreu o ataque. Testemunhas disseram que muitos dos refugiados na igreja tinham sido espancados momentos antes, do lado de fora. Uma multidão de jovens identificados como luos jogou gasolina e ateou fogo à igreja.
- Cerca de 25 crianças e quatro idosos morreram. As pessoas que tentaram impedir o ataque foram espancadas - disse uma testemunha do ataque.

A violência que começou nas favelas de Nairóbi se espalhou pelo país, alcançando das cidades da costa do Oceano Índico aos tranqüilos povoados das savanas. Ontem, algumas regiões de Nairóbi pareciam ter recupe$alguma normalidade, com postos de gasolina reabrindo e a presença de soldados nas ruas. Porém, nas favelas, acirradas batalhas entre gangues de etnias rivais continuavam. Em algumas áreas, caminhões com militares percorriam um cenário devastado, com carcaças de carros queimados e casas abandonadas. Grupos de jovens armados montavam barricadas separando bairros quicuios dos de luos.

A eleição de Kibaki fez emergir um perigoso ressentimento de luos contra os quicuios, grupo étnico privilegiado do Quênia que domina os negócios e a política do país desde sua independência, em 1963.

Testemunhas disseram ontem que gangues pararam carros e obrigaram os passageiros a descerem e a se identificarem para determinar se eram quicuios - o que normalmente pode ser descoberto pelo sobrenome. Se fossem, eram linchados.

A luta mais intensa, no entanto, ocorreu no Quênia ocidental, reduto de Odinga, onde uma mistura de baderna, protesto político e violência étnica provocou a morte de dezenas de pessoas. A polícia reagiu atirando contra os manifestantes e estabelecendo toque de recolher em Kisumu, impedindo que as pessoas deixem suas casas à noite e proibindo a reunião de mais de duas pessoas durante o dia. O ministro de Segurança do Quênia proibiu a transmissão ao vivo de programas de TV de audiência nacional porque, segundo ele, a cobertura da crise estava incentivando novas rebeliões. A União Européia e o Japão apelaram a Kibaki e Odinga a agirem para pôr fim à matança.

Muitos quenianos, orgulhosos de um país dos mais prósperos da África, disseram-se envergonhados.

- Voltamos aos dias da ditadura - disse Maina Kiai, presidente da Comissão Nacional do Quênia para Direitos Humanos.

Muitos, no entanto, ainda crêem na democracia. Centenas de pessoas de uma favela de quicuios e luos fizeram uma marcha pela paz.

sábado, 21 de novembro de 2009

Bíblia On Line

http://www.bibliaonline.com.br/acf


Isso facilita muito o estudo quando vc está on line!
Capriche!

Leituras das próximas semanas

Os números dos capítulos e os títulos ficarão no site para você consultar depois.

82 - Por que choras?

83 - A viagem para Emaús

84 - Paz seja convosco

85 - Mais uma vez á beira-mar

86 - Ide, ensinai a todas as nações

87 - Para meu Pai e vosso Pai

Comentário O Desejado de Todas as Nações

Capítulos

80 - No Sepulcro de José
http://www.ellenwhitebooks.com/?l=4&p=769



81 - O Senhor ressuscitou
http://www.ellenwhitebooks.com/?l=4&p=779

Boa leitura!